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Archive for abril \29\UTC 2009

Cidadão do mundo, o dalit criado como brâmane, Bahuan, estudou nos Estados Unidos e agora vive seus dias no brasileiríssimo Rio de Janeiro.

De volta à Índia após se transformar em PhD em Informática, Bahuan cogita a possibilidade de se estabelecer definitivamente na terra do Tio Sam. Durante uma conversa com seu pai, Shankar (Lima Duarte), Bahuan diz que é melhor voltar para os EUA, já que lá ele “não é um dalit”.

Abaixo reproduzo o diálogo entre os dois:

Shankar: – Você pensa que virou americano só porque foi estudar nos EUA?

Bahuan: – Tive uma oferta para ficar lá e acho que vai ser melhor. Lá eu não sou um dalit.

Shankar: – Esquece isso! Tenho lhe dito a vida inteira que você é igual a todo mundo. Onde está escrito que você é diferente? Que é um dalit? Que ninguém pode tocar em você?

Bahuan: – Não está escrito, mas eu sei.

Terra estrangeira = Terra de ninguém. Muitos migrantes acham que o exterior traz consigo a invisibilidade, a eliminação do passado, um novo recomeço. O que, inclusive, dá vazão a facetas não tão agradáveis socialmente e, até mesmo, legalmente.

Qual a opinião de vocês? Qual o comportamento dos brasileiros além mar?

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(O diálogo foi exibido no primeiro capítulo de Caminho das Índias)

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Atrás das grades por não pagar a pensão completa às filhas.

Foi isso que aconteceu com o falso espertalhão César (Antonio Calloni) que por conta da redução do valor da pensão destinada às filhas Camila (Ísis Valverde) e Leinha (Júlia Almeida) foi obrigado a ver o sol nascer quadrado.

A mãe das meninas, a psicóloga Aída (Totia Meirelles), não deixa por menos a malandragem e entra com um processo contra o ex-marido. Justiça feita, César enjaulado.

Lógico que o malandro tenta se safar de todas as formas. Picareta como ele só, tenta convencer o delegado de que está com problemas financeiros e que já havia dito ao juiz que precisa vender o carro para liquidar o assunto. “Não está fácil achar um comprador que queira pagar o preço justo. O mar não está para peixe! Se até os Estados Unidos se encalacraram, por que eu, um advogado autônomo, não vou me encalacrar também?”, argumenta César diante do delegado. Mas este não cai no golpe do marido da “despacho de grife” e manda prender César, que exige cela especial, já que é “formado”. Are baba!

Na cadeia, ele recebe a visita da ex-mulher e autora do processo, Aída, e, como sempre, tenta fazê-la cair na sua lábia e retirar a queixa. “Não precisava disso, né, Aída? Me colocar numa situação dessas pega mal, inclusive para você”, suplica atrás das grades.

Aída é irredutível e diz que abriu mão da pensão para ela, dos bens, mas que a pensão das filhas é sagrada e que dessa não irá abrir mão.

Para piorar a situação de César e melhorar a de suas filhas o juiz decreta também o aumento do valor da pensão. Como o crime é inanfiançável, César então pede a Ilana (Ana Beatriz Nogueira) pagar os descontos para que ele se veja livre.

E em Portugal, quais são os ônus para pais que não pagam a pensão?

 

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Não apenas o nosso passaporte denuncia nossa origem, mas também outras marcas culturais (como o sotaque), incluindo as não-verbais (como gestos e indumentária). São as nossas carteiras de identidades locais.

Durante sua primeira visita ao Brasil, Ravi (Caio Blat) telefona para o irmão Raj (Rodrigo Lombardi) dizendo que irá jantar na casa de Camila (Ísis Valverde). Raj aconselha o irmão a usar talheres. “Nós temos que nos adaptar aos costumes de onde estamos”, avisa Raj, já que, na Índia, a tradição é comer com as mãos. Detalhe: sempre com a direita.

Já em outra ocasião, desta vez durante o café da manhã, a mãe de Camila, Aída (Totia Meirelles), oferece a Ravi pão de queijo e brioche. O jovem indiano diz “sim” com a cabeça. Entretanto como entre os indianos o sinal de sim com a cabeça é horizontal – e não vertical como o nosso – a família brasileira acredita que Ravi está falando “não”.

Há diferenças deste tipo entre brasileiros e portugueses?

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Ravi (Caio Blat) e Camila (Ísis Valverde) se conheceram pela internet e se apaixonaram à primeira vista off-line nos dias em que o indiano esteve no Brasil.

Hoje, para continuar vivendo o belo romance, encurtam a distância de milhares e milhares de quilômetros trocando mensagens, imagens, sons e escritos via web. É a tecnologia encurtando barreiras, aproximando continentes, disseminando idéias, fortalecendo relações.

Quem tem o amado ou a amada apenas a um clique de distância (e um oceano entre os dois)?

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Arcos da Lapa é, na verdade, o nome popular para designar o Aqueduto da Carioca, considerada a obra arquitetônica de maior porte empreendida no Brasil durante o período colonial. A construção foi iniciada em 1723 e, em 1896, foi desativado de sua principal finalidade: fornecer água para toda cidade. Desde então ele serve como viaduto para o bondinho de Santa Teresa e é um dos cartões postais da cidade, símbolo mais representativo do Rio Antigo preservado no bairro da Lapa, reduto da boemia carioca.

Em estilo romântico, possui 42 arcos duplos, que atingem 17,60 metros de altura em seu ponto mais elevado e 270 metros de extensão. Sua arquitetura em estilo romano é inspirada no Aqueduto das Águas Livres, que, na época, estava sendo construído em Lisboa.

Volta e meia é exibido em Caminho das Índias como pano de fundo para as ações dos moradores do bairro da Lapa – como nesta foto podemos notar a presença de Abel (Anderson Muller), o guarda de trânsito.

Em Portugal, quais obras arquitetônicas são comumente exibidas nos filmes, programas de TV? Quais os cartões postais? E alguém já teve a chance de conferir os dois Aquedutos – o do Rio e o de Lisboa?

 

 

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Firanghi vem do inglês foreign.

Como a língua inglesa é muito usada na Índia, colônia inglesa até 1947, o termo inglês para estrangeiro FOREIGN virou FIRANGHI por causa da pronúncia.

Já em em hindi, língua falada por 70% dos indianos, estrangeira significa pradessi ou obdessi.

No português de Portugal há algum termo com sentido pejorativo para indicar estrangeira?

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Em seu blog “Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo”, o jornalista Luis Nassif escreveu hoje sobre… novela, mais especificamente sobre a nossa trama favorita do momento: Caminho das Índias.

No post “Um belo folhetim” ele se coloca como um telespectador, discorrendo sobre as excelentes interpretações, e não como um crítico pronto a atirar todas as pedras. E tem mais: José Abreu – o Pandit – também deu sua contribuição falando sobre como estão as gravações, como foi a preparação etc. etc.

Mas o que mais me chamou mesmo a atenção foram os comentários. Alguns execram o fato de Luis Nassif assistir novela e, ainda mais, comentar. Dá para perceber certa ironia com o fato de um jornalista tão respeitado como ele assistir e ter a “audácia” de comentar um novela. Um dos comentários, assinado pelo Gustavo S., sugere que como penitência ao post ele deve postar dois textos “úteis” sobre temas como energia ou agricultura. Sem deixar de lado o comentário: “vc quer cair em descrédito?”. Are baba!!! Em outro comentário Ivan Moraes fala que é um “desperdício” atores talentosos como José de Abru, Toni Ramos, Stênio Garcia e Lima Duarte “perdendo o tempo com novelas”. Baguan Kelie!

Puro preconceito contra o nosso produto cultural, tão nosso, que fala tanto a nossa língua e nos emociona, alegra, ensina, e nos propõe várias reflexões todas as noites a apenas um clique. Tudo tão simples e tão complexo ao mesmo tempo.

Noveleiros, uni-vos!

(http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/09/um-belo-folhetim/#more-29943)

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