Ao desembarcarem no Brasil, Raj (Rodrigo Lombardi) pergunta por que o irmão, Ravi (Caio Blat), está rindo. Este responde que é por causa de um homem que se veste como menino. Detalhe: o homem está de bermuda. “Um velho está vestido como menino”, comenta Ravi.

Em outro momento, Ravi também ri da roupa de Leinha (Julia Almeida) e diz: “Vocês são bem engraçados! Na Índia ninguém anda assim, mostrando os ombros”. Leinha, lógico, cai na gargalhada. 
Em contrapartida, quando Ravi chega para o jantar na casa da família de Camila (Isis Valverde) e entrega os presentes, Aída (Totia Meirelles) ao abrir o seu – um “sári de seda pura bordado com fios de ouro” – diz: “Que bonito corte”. Então, corte de tecido que na verdade é um sári. Ela ainda pergunta se é para fazer um sári e Ravi diz que ele já está pronto e apresenta um folheto explicativo das maneiras de se amarrar um sári. Ao ver o folheto, Aída diz que já passou da idade de usar barriga de fora. Então Ravi explica que, na Índia, as mulheres, das mais novas às mais velhas, andam com a barriga à mostra. “Que diferente…”, é a postura de Aída enquanto Leinha fala: “E ainda fica surpreso por a gente mostrar os ombros”.
É engraçado pensar nas partes do corpo que, caso expostas publicamente, geram percepções e reações diferentes. Na Índia, enquanto não é de bom tom deixar ombros e pernas à mostra, no Brasil a barriga só é mostrada quando sarada. O que é normal para alguns, é absurdo para outros. E vice-versa. E até o motivo das reações é diverso. No nosso caso, puramente estética. Are baba!
