
Assistam o vídeo: http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM963173-7822-HARI+E+PROTEGIDO+POR+SHANKAR,00.html
A sociedade indiana é dividida em quatro castas, todas elas oriundas de uma parte do Deus Brahma. Há ainda os dalits que, de acordo com a cultura indiana, não nasceram de Brahma.
Da casta dos comerciantes, Opash (Tony Ramos) define os dalits – também chamados de intocáveis – da seguinte forma:
“Os dalits são a poeira que existe embaixo dos pés de Brahma. Eles são impuros porque fazem o trabalho mais impuro: lavando banheiros, lidando com os mortos. Por isso não se pode tocar neles, não se pode nem tocar na sombra deles, não se pode pisar nas pegadas dele, senão essa pessoa fica impura também”.
Será que os dalits, de fato, só existem na cultura indiana?
Em uma pesquisa sobre garis, desenvolvida no Instituto de Psicologia da USP, Fernando Braga da Costa falou sobre a “invisibilidade pública”, condicionada à divisão social do trabalho. Ou seja, enxerga-se somente a função e não a pessoa. Ou pior, às vezes NÃO se enxerga a pessoa. Foi o que ele comprovou durante sua pesquisa etnográfica: “Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível. Ninguém cumprimenta um gari. Garis não existem para a sociedade”. Da experiência, além de um mestrado, Fernando tirou uma grande lição: “Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma coisa”.
O brasileiro fora do país muitas vezes encara empregos que ele não teria no Brasil. Isso faz dele um invisível, um intocável? Como é esse tratamento no exterior?
Vejam o vídeo:

Por cá (portugal) alguns BRASILEIROS são invisíveis sim, pois devido á certos compatriotas que andam fazendo coisas erradas(assaltos etcs)alguns portugueses já olham torto quando percebe o sotaque….Há muito preconceito se pesquisares vais saber.Boa sorte no seu mestrado. abraços